Abril 10, 2008...5:15 am

O Fresh Prince do Pedaço

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Quando “The Fresh Prince of Bel-Air” estreou nos Estados Unidos, em setembro de 1990, eu tinha 4 anos. Ou seja, não dava a mínima para o seriado do guri esperto que se mete em uma briga e é OBRIGADO a trocar as RUAS da Filadélfia pela MANSÃO dos tios em Bel-Air.  Estava mais para os Ursinhos Carinhosos e a Moranguinho.

 No ar até 1996, o sitcom transformou Will Smith de rapper bonzinho que não falava palavrão (uma piada para qualquer motherfucking P-I-M-P) em astro do “A team” de Hollywood. Eu, então com uns 10 anos, continuava sem saber da existência do pobre jovem da Pensilvânia e suas incríveis aventuras entre os ricos da Califórnia. Era uma pré-adolescente, ou uma tween pela atual nomenclatura, e estava na etapa da negação. Tinha que fingir o-di-ar Caça Telentos, a novelinha matinal da Angélica, e ju-rar que não brincava mais de Barbie.

Foi só depois de 2000 que conheci o “Fresh Prince”, ou melhor, “O Rei do Pedaço”. Zapeando depois do almoço, a hora da sesta do adolescente feliz, fui cair no SBT e lá estava o cara de boné virado e camiseta listrada… “Esse aí não é aquele cara daquele filme?” Sem ter nada melhor para fazer e sem muita vontade de me instruir, resolvi assistir ao clássico da década passada. Curti. A dublagem do SBT deixava o programa ainda mais engraçado. Além do título, em que o novo príncipe é rei e Bel-Air é o Pedaço, assistir ao primo Carlton não era a mesma coisa sem a voz pomposa e afetada da versão brasileira.

Do seriado, ficou a simpatia por Will Smith. Graças a esta, fui capaz de assistir Wild Wild West e Hitch sem querer me matar (muito). Já se eles fossem estrelados por um Martin Lawrence da vida, o desfecho trágico estaria garantido.

Espero que tanta simpatia resista também a Hancock, próximo trabalho do velho “Fresh”. O trailer não me deixou muito otimista…

Eis, logo abaixo, a tira culpada por este post:

Cyanide and Happiness, a daily webcomic

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